01/11/2013

Desejo de Bruxaria










DESEJO DE BRUXARIA
                            Lucarocas
Quero a sua bruxaria
Pra eu fazer poesia
E nas rimas me perder,
E depois de enfeitiçado
Ver o teu corpo molhado
Delirando de prazer.  
Quero nesse encantamento
Recordar todo momento
Que já houve entre nós dois,
Pra viajar num segundo
No seu carinho profundo
Que não fica pra depois.
Quero com o seu feitiço
Esquecer o compromisso
Da dureza do trabalho,
E encontrar em seu riso
O sabor do paraíso
Que a vida faz num atalho. 
No delírio da porção
Quero o gozo da paixão
Pro corpo satisfazer,
E na viagem de abraço
Conquistar todo o espaço
Que possa lhe dar prazer.  
Quando passar o efeito
Quero sentir o seu peito
Com ar de maternidade,
E eu voltando ao normal
Vou viver no natural
O gosto bom da saudade.

 

13/09/2013

Sexta-Feita 13

            SEXTA 13
 
Hoje treze nesta sexta-feira
Para comigo não há superstição
Pois levo a vida em plena brincadeira
Troco a tristeza por uma diversão.
 
E se o acaso uma feiticeira
Enfeitiçar-me com nova porção
Lhe darei gozo da paixão primeira
Para o delírio de sua emoção.
 
E quando o tempo já estiver desperto
Desse feitiço estarei liberto
Para prender-me em outra magia.
 
E seguirei na vida esse compasso
Pisando firme o primeiro passo
Pois amanhã será um novo dia.
 
Fortaleza, 13 de setembro de 2013.

05/09/2013

Livre Arbítrio


LIVRE ARBÍTRIO
                       Lucarocas

Livre arbítrio é uma escolha
Num tomar de decisão
É destacar uma folha
Pra podar a plantação
É pensar sempre no bem
Para cuidar de alguém
Com carinho e proteção.

Livre arbítrio é a vontade
De encontrar um caminho
E buscar a liberdade
De nunca ficar sozinho
É semear todo amor
Doando o bem de uma flor
Sem lhe ferir com espinho.

Livre arbítrio é se manter
Fiel em sua relação
Ou é então escolher
Viver em outra paixão
Maculando a fieldade
Numa enganosa verdade
Que machuca o coração.

Livre arbítrio é aceitar
Toda escolha que se faz
É na vida semear
Uma cultura de paz
É fazer da oração
Um silêncio de canção
Que sempre a vida nos traz.

Livre arbítrio é consumir-se
No ódio da solidão
É na vida destruir-se
Por negar o seu perdão
É se amargar em rancor
Ou perdoar com amor
A falha do nosso irmão.
 
Livre arbítrio é escolher
Entre a trilha e o cansaço
É a estrada percorrer
Ou negar primeiro passo
É ser sozinho em abrigo
Ou dividir com o amigo
O calor de um abraço.
 
Livre arbítrio é ensinar
O que aprendeu da lição
É a um irmão negar
A luz para escuridão
É guardar-se na arrogância
Deixando na ignorância
Quem precisa de instrução.
 
Livre arbítrio é semear
Nas trevas pontos de luz
É a pedra burilar
Pra o brilho que ela produz
É se irmanar com os seus
Num grande encontro de Deus
Nos ritos bons de Jesus.

Fortaleza, 02 de setembro de 2013.

 

04/09/2013

LIVRO É PARA LER


     LIVRO É PARA LER
                   Lucarocas

Quem gosta de uma leitura
Sabe o valor que ela tem
Descobre certa ternura
Que de certo causa bem
E se encanta em viagem
Numa aventura de imagem
Que outro mundo não tem.

Quem tem livro em companhia
De certo tem um amigo
Que traz tristeza e alegria
Que traz tragédia e perigo
Mas com leitura findada
A alma é apaziguada
No mais confortável abrigo.

Mas muitos dos brasileiros
Ao livro não tem acesso
E os livros companheiros
São vítimas desse progresso
Muitos ficam encaixotados
Ou nos armários guardados
Fazendo o caminho inverso.

O livro é pra está na mão
De todo e qualquer leitor
Pra gerar informação
E amenizar qualquer dor
É pra ser manipulado
E nas páginas encontrado
O lume puro do amor.

Por isso qualquer projeto
Que faça o leitor crescer
O livro se faz liberto
E começa a aparecer
Ele sai de um armário
E vai pra mão do usuário
Pois livro é para se ler.

29/08/2013

O FUTURO DA NAÇÃO


O FUTURO DA NAÇÃO
SE ESCONDE NO BANHEIRO
                               Lucarocas
 
Vi um jovem sair de sala
Pra aula não assistir
E num ato de fugir
Em um banheiro se instala
Se escondendo se cala
Num silêncio de mosteiro
Se engana o dia inteiro
Em sua própria instrução
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.

O aluno que certamente
Não chega a ser estudante
Ele é mais um errante
No meio de tanta gente
É de tudo um inocente
Que se ilude por inteiro
Engana a si e ao parceiro
No construir da ilusão
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.

Pra que tanto investimento
Pra quem não quer estudar
Melhor seria gastar
Com quem tem merecimento
Pois tem na vida um momento
Que não basta só dinheiro
É preciso ser ordeiro
No fazer da educação
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.

Dizem que a juventude
É da nação o futuro
Que terá porto seguro
Com toda sua atitude
Mas de certo que ele mude
Da vida o seu paradeiro
Deixe de ser desordeiro
Não fuja da instrução
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.
 
Fortaleza, 29 de agosto de 2013.

30/06/2013

A BOLSA DE QUASE MIL REAIS


      
 
 
A BOLSA DE QUASE MIL REAIS
                                   Lucarocas

A bolsa fina na vitrine estava
Numa espera de uma compradora
Quem levaria seria uma “doutora”
Pois preço justo por ela pagava.
 
Mas nessa loja quem se esbanjava
Pra ser da bolsa a possuidora
Era um esboço de uma professora
Que pras amigas sempre se mostrava.
 
Mas o que era de tudo mais estranho
Ver a freguesa não ter em seu ganho
Fontes de rendas que são naturais.

E só assim tirando de outra fonte
Juntar dinheiro nesse grande monte
Pra comprar bolsa de uns mil reais.
 

18/06/2013

POVO CONECTADO, JAMAIS SERÁ ENGANADO

                    POVO CONECTADO, JAMAIS SERÁ ENGANADO
                                                             Paulo Roberto Cândido

Os caras pintadas de 1992 conseguiram derrubar o Collor, mas não
conseguiram impedir que ele voltasse à cena política do Brasil. Ele
voltou aliado ao Lula, ao Sarney e a tudo que é atrasado neste País.
Os internautas nacionalistas de 2013 estão em rede convocando não
somente os caras pintadas, mas também, os caras limpas. Todos unidos
para alijar quem é cara de pau no Brasil.
Chegou a hora da nova doutrinação da juventude brasileira.

A grande rede está aí, para os verdadeiros patriotas disseminarem as novas ideias de um mundo regenerado. As bombas de efeito moral ou os sprays de
pimenta não podem alcançar a Internet. A menos que eles ataquem os
servidores e provedores, o que não duvido que isso 

possa acontecer um dia.
Cabeças sábias comandando dedos inteligentes no Facebook, no correio
eletrônico, no fórum de discussão e em toda plataforma de comunicação em
conectividade, reconstruindo as mentes antes hipnotizadas pelo poder
econômico mundial e doravante, esclarecidas pelo poder magnético da
coletividade consciente e unida. Ao invés de distribuir fotos das
festinhas, dos novos modelitos para as garotas, ou dos falsos ídolos
brasileiros ou de quaisquer outros tolos registros sociais que nada
contribuem para a transformação da nossa falida sociedade, os jovens
estarão interessados em compartilhar a verdade, que com toda certeza,
anda em falta nas agremiações partidárias do Brasil e em muitas outras
Instituições que se dizem a favor da humanidade e que na realidade,
estão à serviço da impunidade.
A conectividade ideológica partiu em banda ultralarga, basta
organização com pureza interplanetária e um senso de consciência
universal, que a grande rede mudará sem dúvida nenhuma, o mundo podre de
podres poderes. Não é a toa que a espionagem na rede se alastra, as
forças mundiais do controle social já estão sabendo da existência de um
novo Partido sem fronteiras, o Partido dos Internautas despertados. Este
partido só faz aliança com o coração e não com o bolso,

como fazem todos os outros.
O povo está em movimento, as fibras ópticas, o teletransporte de
dados estão acelerando este movimento. Vamos lá entrar nas caixas
eletrônicas dos congressistas, da imprensa, das Igrejas, das empresas,
dos sindicatos, dos partidos políticos, das classes sociais dominantes,
enfim, onde a rede alcançar, pois todos precisam saber que o povo não
está desconectado como eles pensavam.
Os índios, os negros, os que têm alguma deficiência física ou
sensorial, as mulheres, os excluídos, os verdadeiros crentes e tementes
à Deus, os honestos, os ricos de moralidade, os solidários, os médicos
que não matam seus pacientes, os gestores honrados(Devem existir) e todo
brasileiro, estrangeiro ou extraterrestre, estão se conectando à grande
rede da consciência coletiva. Começa o Apocalipse no mundo

dos farsantes globalizados.
Posso estar envolvido por uma grande utopia, mas não posso deixar
passar este momento de reflexão. Minha internet é para isso, para
acionar os "clicks" da consciência cósmica. Não há esquerda, não há
centro, não há direita; Há espaço comum, onde todos são felizes
igualmente, não existindo Reis ou Rainhas, amigos da corte ou aliados do
poder, nem eleitos por Deus por ser dessa ou daquela Religião. Não há
necessidade de repressão policial, todos serão policiados

pela reflexão universal.
Vai povo, se movimenta pelas ruas e transmite teu sentimento que
anda trafegando pelas tecnovias. Povo conectado, jamais será enganado.

16/06/2013

Entrevista Atrapalhada




Serviço de som atrapalha entrevista do Poeta Lucarocas para a televisão.
 
Veja Vídeo!

31/05/2013

Quintino Cunha


Quintino Cunha, o Pai do Canelau

José Quintino da Cunha
* Itapajé, 24 de julho de 1875 ;
+ Fortaleza, 1º de junho de 1943
Foi advogado, escritor e poeta cearense. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Ceará em 1909, e a partir de então começou a exercer a profissão de advogado criminalista.
Foi deputado estadual na década de 1910, mas logo desistiu da carreira de político e encabeçou a campanha do Bode Ioiô para Vereador de Fortaleza, fazendo o animal tirar votos suficientes para ser eleito, caso possível fosse.

Ficou bastante conhecido por seu estilo irreverente e carismático, também lembrado pelas anedotas que contava. É tido como o mais lendário de nossos humoristas literários, o maior de nossos poetas cults. Excêntrico sem ser snob. Feio mas cativante. Eternamente esquecido, sempre resgatado, figura ao lado dos grandes mestres do improviso literário ferino, como Bernard Shaw, Quevedo e Swift, sendo considerado pelo crítico Agripino Grieco "o maior humorista brasileiro de todos os tempos”.

Menino ainda, Quintino Cunha foi convidado a passar uns dias das suas férias na casa de dois coleguinhas de colégio. Convite aceito, viajou até a casa combinada onde deveria hospedar-se por alguns dias, com os convidantes anfitriões. Lá chegando, não encontrou os colegas que haviam viajado para outro destino, sem deixar recado. As tias idosas dos meninos, donas da casa, convidaram-no a ficar e aguardar a chegada dos seus sobrinhos. Quintino não se fez de rogado e ficou, aceitando o convite!
À noite não lhe ofereceram jantar e nem café, ou almoço no dia seguinte. Ele matou a fome com as fruteiras do quintal. Resolveu ir embora dali e o fez, deixando um bilhete sobre a mesa:

“Adeus casinha da fome,
Nunca mais me verás tu
Criei ferrugem nos dentes
E teia de aranha no cu.”
Já célebre advogado, a fama de Quintino Cunha era grande no Nordeste. Tinha havido um crime no interior da Paraíba, onde pai e filho assassinaram um adversário político. Para defendê-los, convidaram o célebre causídico. Este fez a defesa com muita propriedade conseguindo a absolvição dos réus. A cidade fez festa de comemoração pela semana, hospedando Dr. Quintino no melhor hotel. Sua fama correu rápida por todo o município e o feito atingiu proporções.

Eis que surge no hotel um humilde casal dos sítios afastados. O marido dirigiu-se ao advogado expondo-lhe o desejo de um desquite, em face dos desentendimentos do casal. Dr Quintino então pergunta-lhe se este possui algum bem, alguma propriedade.
- Não doutor, eu nada “pissuo” e trabalho alugado, em sítios alheios.

Vira-se para a esposa e faz-lhe idêntica pergunta, vindo a resposta:
- Doutor, pra que a verdade lhe seja dita eu ainda tenho menos que ele.

Dr. Quintino respondeu-lhes em versos:

"A questão é muito tola!
Aqui mesmo, eu os desquito.
Fique ele com sua rola
E ela com o seu priquito."

Conhecido e até hoje contado pelos frequentadores da Praça do Ferreira, o causo da defesa do deficiente físico conhecido apenas como Francisco, apelidado de “Chico Mêi Cu”, foi uma das mais famosas proezas de Quintino Cunha.

Conta-se que nos idos anos 20, um pobre deficiente físico, sem pai nem mãe, sem eira nem beira, mancava pelas ruas do Centro da pequena Fortaleza, onde fazia os biscates que lhe davam o pouco para o sustento. Encabulado, quieto e calado, aparentava não dar importância ao canelau que mangava à sua passagem: “Chico Mêi Cu!”, “Chico Mêi Cu!”, “Chico Mêi Cu!”. Foram anos de chacotas.

Certa feita, num ato de cólera, Francisco fez uso de uma peça perfil-cortante que transportava, e ceifou a vida de um de seus mais ferrenhos mangadores. Foi detido e de imediato levado à cadeia pública, onde ficou por um tempo aguardando julgamento.

No dia do juízo, atendendo às súplicas dos que rogavam pela libertação de Francisco, em defesa deste, fez-se presente diante do Júri o renomado advogado Quintino Cunha. Após as interlocuções vigorosas da promotoria, que pedia condenação com pena máxima para o réu, o Juiz deu a vez da defesa, à qual Quintino deu início:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu tenho a dizer que... (Pausa).

Após alguns segundos de pausa, ele repete:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu tenho a declarar que... (Nova pausa).

Após os novos segundos de pausa, ele torna:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu poderia falar que...

De imediato o Juiz esbraveja:

- MAS QUANTA DEMORA! O SENHOR IRÁ OU NÃO DAR INÍCIO À DEFESA?

Ao que Quintino replica:
- Repare só, Meritíssimo: Não faz sequer um minuto que eu só me dirijo a vós de forma respeitosa, e já provoquei vossa inquietação. Agora imagine Vossa Excelência, o que deve ter passado pelas idéias do pobre Francisco, após todos esses anos de achincalhamento e mangoça pública.

Seguindo, Quintino Cunha deu continuidade ao discurso de defesa. E com toda a eloquência e poder de convencimento que lhes eram peculiares, conseguiu a absorvição do réu. Saiu do tribunal carregado nos braços por seus amigos, rumo ao botequim mais próximo.

Hoje, a maioria dos cearenses não sabe que foi Quintino Cunha. Nem mesmo os moradores do bairro que leva o seu nome o conhecem. Por isso é importante o repasse deste e-mail, para que a memória do precursor da molecagem cearense não caia no esquecimento.

Viva a irreverência cearense! Viva Quintino Cunha!

16/05/2013

UM LOUCO NU


                                 
 
                             UM LOUCO NU*

                                                      Lucarocas

 

         No trabalho me chamou atenção um burburinho de alunos em final de aula. Além do normal era o barulho.

         Um corre-corre movimentava turmas e mais turmas em corridas à quadra. Idas e vindas de gargalhadas e desprezo.

         Sério homem me informa o ocorrido: um louco nu desfilava na quadra com um ar de pavão exibindo parte de cabo de vassoura introduzido no ânus.
 
         Cena de alegria e chacota para alunos insensíveis à dor alheia. Para mim cena chocante que não me atrevi a ver.

         Não vi, mas imaginei a dor do Louco Nu de espírito conturbado pela loucura e desprezado pelo homem que se diz são.

         Imaginei como num ambiente educacional existem tantos “loucos” que poderiam estar nus. Nus do seu egoísmo, da sua inveja, da sua arrogância, das suas maldades, das suas desonestidades, das suas vontades de magoar o outro para se dar bem, e de muitas outras mazelas.

         Pensei, assim na minha loucura, que quando essas pessoas se desnudassem não receberiam “cabadas de vassouras”, não no ânus, mas nas costas dos seus destinos.

         Voltei à minha sanidade, e soube que o Louco Nu foi conduzido pela polícia para local ignorado, pois não há na cidade um local específico de acolhimento à loucura.

         O ambiente escolar voltou ao “normal”, mas ficou um clima de que um dia um desses alunos de hoje possam ser também um Louco Nu.
 
* Texto inspirado em fato ocorrido na Escola Estado do Maranhão
   Fortaleza – CE. Na tarde do dia 14 de maio de 2013.


07/05/2013

Brasil... Brasileiro!



PÁTRIA MADRASTA VIL


Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?


Premiada pelaUNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJem julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio daOrganização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação deClariceintitulada 'Pátria Madrasta Vil',foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site daBiblioteca Virtual da UNESCO.

19/04/2013

Visão do meu quintal

 

 
Para quem gosta das coisas da natureza,
uma visão do meu quintal.

Para ver vídeo: Acesse!

12/04/2013

Sem Motivação Não se Faz Educação

         SEM MOTIVAÇÃO
    NÃO SE FAZ EDUCAÇÃO
                                Lucarocas

Para tudo que há na vida
Tem que haver motivação
Desde o ponto de partida
Até sua conclusão
Assim não é diferente
Para aquele que é agente
No fazer da educação.

Educação não se faz
Sem que haja um Professor
Que seja hábil e capaz
De ser um transformador
E com sua habilidade
Seja grande na humildade
De ser um educador.

Ser Professor é um dom
Com um pouco de vocação
Mas não dar para ser bom
E ter uma motivação
Quando é desrespeitado
E tem direito negado
Pelo poder da nação.

Não há ninguém que motive
Sem antes ser motivado
Não há ninguém que cative
Sem antes ser cativado
E todo aquele que ama
De certo nunca reclama
Quando também é amado.

Como pode um Professor
Usar da motivação
Quando lhe negam o valor
Que tem para a educação
Lhe priva do seu direito
E o trata com desrespeito
E sem a valorização.

Quem não receber não dar
Quem dar bem quer receber
E quem precisa ensinar
Quer alguém para aprender
Mas ninguém quer trabalhar
Sem direito de ganhar
O valor que deve ter.

O Professor sem motivo
Não tem como motivar
Deixa de ser produtivo
E passa a dissimular
E a educação já ruim
Caminha para seu fim
Sem chance de melhorar.

Há muito tempo não temos
A figura do estudante
É só alunos que vemos
Tentando seguir avante
Porque o seu Professor
Principal motivador
Já não é tão importante.

Sem a força do Professor
O aluno não produz
É só mais um refletor
Em um palco sem ter luz
E vive sempre apagado
E por não ser motivado
Nenhum saber o conduz.

O aluno é o espelho
Reflexo da educação
O seu boletim vermelho
Faz toda a comprovação
Que não se tem resultado
Daquilo que é esperado
Se não há motivação.

Todo aluno é o reflexo
Do que mostra Professor
Se é Professor complexo
Ele é complicador
Mas se tiver motivado
Incentiva o alunado
Sendo facilitador.

Quem não estuda não aprende
Quem não aprende não ensina
E o Professor se rende
A cumprir a sua sina
De ter que muito ensinar
Sem ter tempo de estudar
Por causa da sua rotina.

Hoje pra sobreviver
Na função de Professor
O indivíduo tem que ter
Um sangue de um lutador
Ser um dos sobreviventes
Desses três expedientes
Que trabalha o educador.

Sem tempo e sem garantia
O Professor é explorado
E se torna a cada dia
Muito desvalorizado
Pois em certa circunstância
Não tem nenhuma importância
Para quem rege o Estado.

As injustiças da vida
Tem ganhado o seu valor
Se a escola é bem sucedida
Todo mérito é do gestor
Mas se ela é reprovada
Toda mazela é jogada
Nas costa do Professor.

Mas isso tem que mudar
Pra se ter nova verdade
É preciso transformar
Toda essa realidade
Fazendo a coisa direita
E ver que escola é feita
De uma totalidade.

Cada um com consciência
Cumprindo com o seu dever
Não haverá só aparência
Naquilo que deve ser
Cada uma com a sua ação
Vai trazendo a solução
Pro problema resolver.

Mas com a força da luta
Tem que haver transformação
O Professor na labuta
Por sua valorização
Cumprindo o que é direito
Para exigir o respeito
Pela sua profissão.

Todo bom profissional
Já por si é responsável
 No campo educacional
 Deveria ser notável
 Pois o trabalho que faz
Tem um valor eficaz
Difícil de ser pagável.

Por isso que o Professor
Tem que ter melhoramento
Ser lhe dado o seu valor
Também no seu pagamento
E que tenha em seu salário
Todo valor necessário
Que tem por merecimento.

Só quando reconhecido
E também valorizado
E o Professor ser querido
E for muito respeitado
É que a educação
Terá sua motivação
E bem melhor resultado.

Não pode o Estado cobrar
Quando ele não oferece
Pois só recebe quem dar
Qual energia de prece
 E nessa permutação
 O povo tem a educação
 Que o governo oferece.

 Sem se ter motivação
 Para poder trabalhar
 Não se faz educação
 Não se consegue ensinar
 É por isso que Professor
 Tem que cobrar seu valor
 E se fazer respeitar.